• março 26, 2026

‘FOMOS RELEGADOS’ Investigadores e escrivães iniciam ‘operação legalidade’ na segunda (30); categorias farão mobilização em todo Estado

‘FOMOS RELEGADOS’      Investigadores e escrivães iniciam ‘operação legalidade’ na segunda (30); categorias farão mobilização em todo Estado

Investigadores e escrivães da Polícia Civil decidiram realizar a ‘Operação Legalidade’ em todas as regiões de Mato Grosso na próxima segunda-feira (30). A medida levará policiais civis a não aceitar realizar nenhuma ação fora do que prevê a Lei Orgânica da Polícia Civil. Hoje, investigadores e escrivães executam atividades que deveriam ser exclusivas de outros profissionais. Além da ‘Operação Legalidade’, os policiais civis decidiram também realizar dia 30 mobilizações parciais de 24 horas em todas as subsedes sindicais.

As deliberações foram decididas em assembleia-geral realizada na tarde desta quinta-feira (26), na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT). Além da participação presencial de policiais de Cuiabá e Várzea Grande, a assembleia foi transmitida via internet aos investigadores e inscrivães do interior.

A mobilização ocorre por causa da falta de sensibilidade do governo em discutir a implementação em Mato Grosso da Lei Orgânica Nacional 14.735/2023. Vários estados já aprovaram leis adequando às polícias a nova lei nacional. Em Mato Grosso, apesar de o tema estar na mesa de discussão há quase dois anos, não houve qualquer avanço.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT), Gláucio Castañon, disse que o atual governo e seus secretários não demonstram o menor respeito com os policiais civis. Para ele, a protelação da reestruturação da carreira só pode ser vista como ‘descaso’.

“Vários Estados já se adequaram à nova lei, mas o governo de Mato Grosso patina e se recusa em avançar. Fomos relegados”, aponta Castanõn.


Assembleia-geral foi transmitida a investigadores e escrivães do interior, online

Para a presidente do Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil (Sindepojuc-MT), Cecília Monge, é inadmissível a forma como o governo vem conduzindo o processo de reestruturação das categorias. “Fizemos dezenas de reuniões, encaminhamos tudo que pediram, mas simplesmente não há avanço, não há vontade”, diz Monge.

A assembleia-geral extraordinária realizada nesta quinta-feira foi iniciada em novembro do ano passado, quando mais de 700 investigadores e escrivães da Polícia Civil da capital e várias caravanas de municípios do interior se reuniriam em frente à sede da Diretoria Geral da Polícia Civil, em Cuiabá. As categorias já cobravam na oportunidade a reestruturação das carreiras da Polícia Civil, equiparando-as às demais de nível superior do Estado.

Confira posições dos presidentes do Sinpol e Sindepuc:

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