• abril 6, 2017

SIAGESPOC QUESTIONA DECISÃO DO STF SOBRE PARALISAÇÕES

SIAGESPOC QUESTIONA DECISÃO DO STF SOBRE PARALISAÇÕES
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso – Siagespoc, Cledison Gonçalves da Silva, disse hoje que não entendeu e não aceitou a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF de proibir o direito de greve ao segmento da segurança, aí incluídos os policiais civis. “Se o Governo não atender aos nossos reclames, e se porventura a categoria decidir parar, nós iremos parar sim!”, enfatizou.
 
O principal questionamento feito pelo líder sindical tem a ver com o tratamento desigual dispensado à categoria dependendo de cada situação que o Executivo enfrenta. Ele acusou o Governo de considerar a Polícia Civil como força civil, quando manobra para aprovar o projeto de reforma da Previdência; e de tratar a entidade como força militar, em casos de greves. “Esta é aquela velha prática de usar dois pesos e duas medidas”, segundo critica.
 
“Se a intenção é incluir-nos no segmento militar (como ficou evidenciado pela decisão recente do STF), nós queremos ser tratados como militares em qualquer situação; caso a decisão seja pelo tratamento como civis, que sejamos civis em todos os demais assuntos”, propos.
 
A opinião de Cledison Gonçalves é de que as categorias precisam inovar, e isso vale inclusive para os policiais civis, quando cogitarem fazer paralisações. “Assim como qualquer outro servidor público, o policial pode estar dentro da delegacia e não trabalhar”, exemplificou. “Se a categoria sentir-se prejudicada, mesmo sabendo que a Justiça não acata, nós devemos paralisar nossas atividades, porém sempre inovando”, sugeriu.
 
O sindicalista admitiu que há vários pleitos pendentes da categoria que representa, e informou que sempre buscará o diálogo com o Governo. “Nós sabemos que há muito por fazer para a Polícia Civil de Mato Grosso, e pretendemos continuar lutando, pois as conquistas para nós sempre vieram depois de muito esforço”, afirmou.
 

Ele disse que participará de assembleia em Brasília, no próximo dia 17, da Confederação Brasileira dos Policiais Civis – Cobrapol, quando serão abordados vários assuntos, dentre os quais a proibição de greve, pelo STF, às categorias da segurança.  

DIREITO DE GREVE Cledison Gonçalves considera que o Governo usa dois pesos e duas medidas no tratamento dado à categoria dos policiais civis Fonte: Luiz Cesar de Moraes
Edição: 06.04.2017
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