• agosto 31, 2018

DIRETORIA DO SINPOL-MT OUVE PROBLEMAS DA SUB SEDE DE CÁCERES

DIRETORIA DO SINPOL-MT OUVE PROBLEMAS DA SUB SEDE DE CÁCERES

A diretoria do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso – Sinpol-MT visitou o município de Cáceres, nesta quinta-feira (30), para averiguar as condições de trabalho dos plantonistas daquela sub sede, segundo informou a presidente do Sinpol-MT, Edleusa Mesquita. Nessa visita ela estava acompanhada do vice presidente, Gláucio Castañon, e de um assessor jurídico.

Dentre os principais assuntos tratados, figuram a recusa dos agentes prisionais em receber presos com base em uma portaria interpretada à maneira deles; a precariedade do atendimento da Politec em casos que exigem exame de corpo de delito ou liberação de cadáver; e a possibilidade de que todos os policiais tenham acesso ao curso do GEIA – um banco de dados da Polícia Judiciária Civil.

                        

Quanto à situação dos presos recusados pelo sistema prisional, Mesquita informou que discutiu o assunto com o delegado da regional, que se responsabilizou em buscar uma solução que não penalize os investigadores.

No caso do curso do GEIA – um conjunto de seis sistemas criado para otimizar a gestão da Polícia Judiciária Civil – PJC, proporcionando controle das rotinas administrativa e operacional das delegacias de polícia, a presidente já fez contato com o Dr. Carlos Cunha, diretor da Acadepol,  e recebeu dele a promessa de atender esta demanda, de modo que todos os investigadores tenham acesso ao curso.

A respeito da precariedade do atendimento da Politec, ela tachou o problema de grave, já que somente um médico legista trabalha das 9h00 às 11h00 da manhã, sem atender nos finais de semana, o que denota falta de compromisso com a comunidade. Se um servidor público deve cumprir carga horária de 40 horas semanais, ela entende que isso deve valer para todos, inclusive para os legistas de Cáceres.

Ou o Secretário resolve esta situação ou faz um convênio com um hospital em Cáceres para que a comunidade seja atendida e os policiais possam levar este exame de corpo de delito, segundo explicou. É desumano deter o preso na delegacia no fim de semana porque lá não tem comida, nem tem local próprio para banho e lá tampouco é um presídio, argumentou.

Como o procedimento policial deve ser célere, cabe ao médico legista fazer o exame de corpo de delito e, quando for o caso de liberação de cadáver, que a Politec cumpra o seu papel, afirmou ela. Mesquita prometeu marcar uma reunião com o secretário Gustavo Garcia, de Segurança Pública – SSP, para deixá-lo a par desta reclamação, que já foi feita de forma verbal. E disse que recorrerá também ao Ministério Público em busca de uma solução.

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