• maio 23, 2019

MANIFESTANTES RETORNAM APÓS PROTESTO EM BRASÍLIA

MANIFESTANTES RETORNAM APÓS PROTESTO EM BRASÍLIA

A avaliação dos investigadores sobre a manifestação contra a Reforma da Previdência, realizada nesta terça-feira (21), em Brasília, coincide com a opinião da presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso – Sinpol-MT, Edleusa Mesquita: houve muita sintonia entre os dois mil manifestantes das forças de segurança do Brasil durante o protesto, e nós conseguimos expor todo o nosso descontentamento.

De Mato Grosso, participaram 150 investigadores e escrivães, a terceira maior caravana do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal e de Goiás.

Policiais civis, policiais rodoviários federais, policiais federais, agentes prisionais e guardas municipais mostraram-se unidos contra alguns pontos da PEC 06/19. Um deles é que essas categorias deixam de ser consideradas como atividade de risco (conforme o Art. 40, Par. 4º da Constituição Federal), ficando fora, portanto, do rol de servidores da segurança. E isso é uma vergonha para um Governo que foi eleito defendendo a bandeira da segurança pública, segundo afirmou Mesquita.

A inserção da idade para aposentadoria de 55 anos de contribuição, mais 25 anos se mulher, e 30, se homem, diferentemente do que ficou estabelecido para as Forças Armadas, polícias militares e bombeiros, também foi muito contestada por essas categorias. Em outras palavras, conforme definiu a dirigente sindical, com esta decisão o Governo fragmenta a segurança pública, podendo criar animosidades entre os órgãos de segurança e prejudicar a sociedade.

 O evento foi oportuno também porque permitiu que nós conseguíssemos o apoio da classe política, incluindo deputados estaduais, federais e senadores, como lembrou.

A presidente acusou o Governo de usar o discurso de que a PEC vai tirar os privilégios que existem hoje no Brasil, quando se sabe na verdade que o trabalhador não tem privilégio nenhum, pelo contrário, “nos dedicamos ao serviço público, não somos reconhecidos e ainda aparece um governo para dizer que tudo o que conquistamos até hoje são privilégios, algo conseguido após anos de luta e de conquistas que tivemos” conclui.

 

 

 

 

 

 

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